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DICAS PARA CRIAR MELHOR

Reprodução

As fêmeas desta espécie não depositam ovos, mas sim dão à luz filhotes prontos. São classificados então como peixes ovovivíparos. Erroneamente são por vezes citados como peixes vivíparos, mas há uma grande diferença entre estas duas formas de reprodução. O termo vivíparo está relacionado com embriões que são nutridos diretamente pela mãe através de uma estrutura semelhante ao cordão umbilical. É o que acontece, por exemplo, com algumas espécies de Tubarões. Já o termo ovovivíparo refere-se a embriões nutridos pelo saco vitelínico, envoltos por uma membrana (ovo) que se desenvolvem no interior da mãe. De maneira geral seria como “chocar” os ovos internamente. Os filhotes se desenvolvem então dentro destes ovos que ficam guardados a salvo no interior da mãe. Quando o desenvolvimento se completa, a casca se rompe e o filhote, alevino, é expelido pela mãe.

Os machos diferenciam-se das fêmeas pela cauda, que é bem maior, pela coloração mais intensa, e pela presença do gonopódio, uma estrutura semelhante a um pequeno tubo localizada na região ventral. Esta estrutura possibilita a transferência dos gametas masculinos para dentro da fêmea, possibilitando a fecundação interna. Já as fêmeas apresentam uma mancha na parte ventral, próxima a cauda, que se torna mais escura quando os ovos começam a se desenvolver. Quando os filhotes estão a ponto de nascer esta mancha torna-se mais “baixa”, a fêmea apresenta-se muito barriguda e com a respiração ofegante.

Para reproduzi-los é aconselhável 3 a 5 fêmeas para cada macho. Esta espécie, assim como acontece com outros peixes ovovivíparos, não apresenta cuidado parental, ou seja, os pais não cuidam dos filhotes após o nascimento. Além disso a permanência dos pequenos alevinos junto com exemplares adultos, inclusive a própria mãe, pode ser desastrosa, já que tendem a ser devorados. Em função disso as fêmeas grávidas podem ser postas em criadeiras individuais onde, logo que nascem, os filhotes são separados da mãe. Recomenda-se um aquário com cerca de 15 a 20 litros de água e que contenha plantas naturais como Elodea, Cabomba, Sagitária e a Samambaia d’água, para que os alevinos, ao passarem por entre as frestas da criadeira, possam se refugiar. O período de gestação varia de 20 a 30 dias. Os filhotes devem ser alimentados com alcon Alevinos durante o primeiro mês de vida.

Aos dois meses de idade já é possível a diferenciação de machos e fêmeas, que estão prontos para a reprodução. Nesta fase já podem ser alimentados com outras rações como alcon Guppy, alcon Basic e alcon Gold Spirulina Flakes. Para um desenvolvimento mais adequado, é recomendado permitir a reprodução somente a partir dos quatro meses de idade.

Uma característica bastante interessante é a capacidade que as fêmeas têm de armazenar o esperma dos machos por um longo período, podendo ter mais de 3 gestações seguidas sem a presença do macho para nova fecundação. Esta característica é muito importante quando se pretende fazer cruzamentos específicos entre machos e fêmeas escolhidos previamente. Para obter o resultado esperado neste cruzamento, é necessário primeiramente “limpar” a fêmea, ou seja, mantê-la sem contatos com machos durante um período de 6 meses, para que ela acabe com um possível estoque de esperma de outro macho.

Para o sucesso da reprodução devem ser observadas boas condições ambientais, como temperatura em torno de 28 ºC e pH próximo a 7,2.

Com os devidos cuidados e um pouco de atenção diária o Lebiste certamente deixará seu aquário mais alegre e muito colorido.

http://www.labcon.com.br

Femeas virgens

Sabe-se que o guppy por ser muito fértil com poucos meses pode haver uma troca de gens, ou seja, um cruzamento. Acontecendo isso a fêmea tem a capacidade de armazenar espermatozóides por 5 a 8 gerações de crias. Seria uma tragédia, pois um macho não muito bom pode inseminar uma excelente fêmea estragando assim todo um trabalho de seleção. Aconselhamos a separação dos filhotes machos e fêmeas com um mês da idade. Para isso devemos identificar os filhotes machos das fêmeas da seguinte forma:
A - a fêmea possui atrás da barriga (local onde saem as fezes ) uma pinta preta.
B - o macho com poucos meses começa a encurtar o gonopódio (nadadeiras ventrais - orgão copulador do macho).


As fêmeas deverão ficar separadas de quatro a cinco meses de vida quando então deverão ser inseridas junto com os machos selecionados em um único tanque porém isoladas por uma caixa de tela. Deverão ficar no mesmo tanque sem contato com a mesma água por mais umas duas semanas. Isto porque haverá uma troca de hormônios dos machos para as fêmeas e vice-versa acelerando o desenvolvimento de ambos. Posteriormente deve-se soltar as fêmeas normalmente para procriação.
A foto abaixo ilustra o gonopódio masculino de um macho americano.

http://www.guppy.petbh.com.br/aberturafr.html

Reprodução

Pergunta
Como é a reprodução do Guppy de Berlim? Porque pelo que eu ouvi falar que o macho, por ter as nadadeiras anal e ventral grandes e bem desenvolvidas, torna-se estéril.
Resposta
Você deve ter sempre uma linhagem completa, pois deste modo pode-se separar as fêmeas recessivas com gene de nadadeiras compridas que não são estéreis e as cruzá-las com um macho heterozigoto da mesma linha que tenha o gen recessivo das nadadeiras compridas. Porém ele é normal e fértil. A cria nasce e pela lei de Mendel da Genética (você já estudou genética? Senão olhe em qualquer livro sobre o assunto) nascerão vários filhotes, alguns com genes dominantes e recessivos ou heterozigotos (50%). Por exemplo: Gg (característica dominante e recessiva heterozigoto), outra metade com característica recessiva pura. Por exemplo: gg homozigoto com características de nadadeiras comprida.
http://www.guppy.petbh.com.br/aberturafr.html